Movimento nas salas de embarque do Aeroporto de Congonhas Paulo Pinto/Agência Brasil A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou uma interpretação da norma que rege o funcionamento do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, para permitir a operação após as 23h em situações excepcionais. Como o aeroporto está localizado em uma região predominantemente residencial, o horário de operação comercial é justamente limitado às 23h. Na prática, a decisão não amplia o horário regular de funcionamento do aeroporto.
Congonhas continua autorizado a receber voos comerciais diariamente entre 6h e 23h. A mudança permite apenas que operações previamente programadas sejam concluídas quando eventos extraordinários provocarem impactos relevantes na malha aérea. A própria concessionária Aena, responsável pela administração do aeroporto, afirma que "não há qualquer intenção de ampliar o horário regular de funcionamento" de Congonhas e reforça que eventuais prorrogações ocorrerão exclusivamente em casos excepcionais, como condições meteorológicas adversas que afetem a operação aérea.
Segundo a empresa, essas situações são analisadas individualmente, dentro dos critérios estabelecidos pelos órgãos competentes. Nesses casos, cabe à Aena apenas avaliar se existem condições operacionais e infraestrutura disponível para permitir a continuidade das operações após as 23h. A excepcionalidade da medida, segundo a concessionária, também aparece nos números.
Em todo o ano de 2025, houve apenas cinco prorrogações do horário operacional. Em 2026, até o momento, foram registradas duas ocorrências. A discussão sobre a "ampliação" do horário ganhou força após episódios recentes que interromperam a operação da malha aérea brasileira.
No início de abril deste ano, uma pane técnica suspendeu pousos e decolagens em Congonhas e no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, os dois aeroportos mais movimentados do país. O problema afetou a circulação de voos em diversos aeroportos brasileiros, especialmente no Rio de Janeiro, provocando atrasos, cancelamentos e transtornos para passageiros. O que muda na prática A decisão da Anac não autoriza companhias aéreas a criar voos ou vender passagens para decolagens e pousos depois das 23h em Congonhas.
O objetivo é evitar que situações excepcionais provoquem um efeito cascata ainda maior sobre a malha aérea nacional, permitindo que v…
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