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Clube de futebol de várzea é despejado do Campo de Marte para construção de parque na Zona Norte de SP

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Desocupação do Cruz Leonardo Zvarick/g1 Começou nesta quarta-feira (29) a desocupação do Grêmio Esportivo Cruz da Esperança, clube de futebol de várzea instalado há quase cinco décadas em uma área pública no Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. O espaço foi esvaziado durante a manhã por funcionários da prefeitura, enquanto retroescavadeiras aguardavam para demolir a sede onde a agremiação mantinha suas atividades, incluindo o popular Samba do Cruz. "O sentimento é como o de perder uma família.

Meus meninos foram todos criados aqui, já são quatro gerações", lamentou Antônio de Jesus Marcos, de 71 anos, atual presidente do Cruz e membro do clube desde 1979. "Tudo aqui sempre foi feito de coração para a comunidade, fomos nós que construímos tudo", disse ele enquanto acompanhava, ao lado da mulher e do filho, a retirada das dezenas de troféus conquistados pelo time em campeonatos amadores de futebol. O campo a sede do Cruz da Esperança ocupam uma pequena parcela do terreno de 385 mil m² onde será construído o futuro Parque Campo de Marte, ao lado do aeroporto de mesmo nome.

Antigo reduto do futebol de várzea, o local se tornou alvo de disputa após ser concedido pela prefeitura à iniciativa privada para a implementação do complexo de lazer. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a permanência do Cruz da Esperança impedia a transferência da área ao Consórcio Cântaro, que no ano passado assinou um contrato de concessão de 35 anos com o município para construir e explorar comercialmente o futuro equipamento público. Antônio de Jesus Marcos, de 71 anos, atual presidente do Cruz e membro do clube desde 1979 Leonardo Zvarick/g1 A reintegração de posse foi autorizada pela Justiça em março.

Ao g1, a gestão Ricardo Nunes (MDB) disse que enquanto os outros clubes que funcionavam no local entraram em acordo para deixar o terreno, o Cruz da Esperança "abandonou unilateralmente as tratativas e descumpriu todas as notificações para a desocupação voluntária da área". O acordo proposto pela concessionária prevê que os antigos ocupantes possam utilizar os campos de futebol que serão construídos no parque. O Cruz recusou a oferta por entender que o modelo colocaria em risco as atividades culturais realizadas no local, como o samba que acontece aos fins de semana e ajuda a sustentar financeiramente a agremiação.

O último evento aconteceu na véspera e reuniu cerca de três mil pe…

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