Família e amigos de bebê que morreu em creche fazem protesto e cobram por Justiça no Centro de SP TV Globo Duas profissionais da Creche Luz do Brás, no Centro de São Paulo, foram desligadas após a morte de Abidulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, ocorrida na última quarta-feira (22). A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal da Educação nesta segunda (27), que também informou que a sala onde aconteceu o acidente permanece interditada desde 24 de julho. Enquanto isso, a Polícia Civil analisa imagens da unidade e deve ouvir novos depoimentos ainda nesta semana.
"A Secretaria Municipal de Educação (SME) reitera que a sala mencionada permanece interditada desde o dia 24/07 e passa por análise técnica. A Pasta reforça que está em curso procedimento administrativo para apurar os fatos. Caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade.
Até o momento, duas profissionais foram desligadas", afirmou a pasta. Com faixas, cartazes e camisetas, amigos e parentes do bebê cobraram esclarecimentos sobre a morte do bebê na tarde desta segunda-feira (27). "O nosso pedido hoje é pedido justiça, é de responsabilização, de um abandono de uma criança incapaz.
A criança foi deixada durante seis minutos e ele agonizou até morrer", afirmou Mariama Bintu Bah, membro do Conselho Municipal de Imigrantes. Os manifestantes também criticaram a forma como a direção da escola comunicou a morte da criança. "Pegar sua criança, dar banho, deixar ela para ir à escola e você receber um texto, nem uma ligação, um texto que eles passam, você chega e encontra ele em óbito.
E eles não conseguem expressar a dor que eles sentem por causa do idioma, então estamos tristes", disse uma representante dos familiares durante o protesto. Elas afirmam que já haviam cobrado a direção da unidade sobre a falta de funcionários e agora questionam o fato de a sala onde o bebê morreu continuar em funcionamento. "Desde o dia em que o neném morreu, a creche não para de funcionar.
Outras crianças estavam lá, não foi retirado o material que a criança morreu, continua funcionando. Pais de alunos, amigos da família e dezenas de imigrantes senegaleses se reuniram em frente à Creche Luz do Brás para pedir justiça e responsabilização pelo caso. Com faixas, cartazes e camisetas, os manifestantes cobraram esclarecimentos sobre a morte do bebê.
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