Vereador eleito pelo PT Senival Moura Afonso Braga/CMSP A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do vereador Senival Moura (afastado do PT), investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. A decisão foi assinada pelo juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, e atende a um pedido da Polícia Civil com parecer favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Além de Senival, tiveram a prisão prorrogada Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", e Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo".
Os investigados Lourival de França Monário, o "Orelha", e Leonel Moreira Martins, o "Cabeça Branca", também tiveram a medida renovada, mas continuam foragidos. Todos são alvos da Operação Última Parada, deflagrada em 25 de junho pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Operação mira empresa de ônibus ligada ao PCC em SP Segundo a investigação, a empresa de ônibus Transunião teria sido usada para movimentar e ocultar recursos do PCC.
Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por lavar dinheiro oriundo principalmente do tráfico de drogas. Em junho, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas dos investigados, além do sequestro de imóveis, veículos e embarcações ligados ao grupo. Juiz cita posição de Senival e risco para investigação Ao justificar a manutenção da prisão do vereador, o magistrado destacou o papel que ele teria dentro da estrutura investigada e afirmou que a soltura neste momento poderia prejudicar a coleta de provas.
Segundo a decisão, a prisão é necessária para garantir a "espontaneidade das declarações" de pessoas ligadas ao parlamentar que ainda serão ouvidas pelos investigadores. "Sua posição de comando na estrutura empresarial investigada exige a preservação da espontaneidade das declarações ainda pendentes de integrantes de seu núcleo familiar, societário e empresarial", registrou o juiz. O magistrado afirmou que a estratégia da investigação prevê a coleta gradual de depoimentos, que depois serão confrontados com documentos, movimentações financeiras e outros elementos já reun…
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