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MP pede bloqueio de R$ 1 bilhão em bens de ex-gestores e empresas por suposto esquema de fraude na iluminação pública de SP

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23 de Maio foi o primeiro ponto na cidade de São Paulo a ter iluminação publica de LED Divulgação/Unicoba O Ministério Público de São Paulo protocolou uma ação civil pública em que pede o bloqueio de R$ 1,026 bilhão em bens de ex-gestores e empresas investigados por supostas fraudes na parceria público-privada da iluminação pública da capital. A ação também solicita o afastamento do presidente da SP Regula e a anulação do contrato. Após a assinatura do contrato em 2018, a gestão da PPP passou para a SP Regula em 2022.

Segundo o MP, o prejuízo direto aos cofres públicos chega a pelo menos R$ 513,3 milhões. Na ação, porém, o valor atribuído à causa é de R$ 10,76 bilhões. Os alvos da ação judicial são: o atual presidente da SP Regula, João Manoel da Costa Neto, o ex-secretário Marcos Rodrigues Penido, a ex-diretora do Ilume Denise Maria Ayres de Abreu e as empresas FM Rodrigues e CLD Construtora, que formaram a Ilumina SP.

O MP solicita o bloqueio de bens deles no valor de R$ 1.026.618.672,72 e o afastamento imediato de João Manoel da Costa Neto de suas funções. Requer ainda a anulação do contrato e do aditamento semafórico em 60 dias para estancar o prejuízo ao erário. Em nota, o ex-secretário Marcos Rodrigues Penido afirmou que não teve conhecimento e que todas as ações tomadas na época "foram dentro dos ditames da lei".

A TV Globo e o g1 procuram os demais citados e aguarda retorno. De acordo com o MP, o caso teve origem na concorrência internacional com edital publicado originalmente em 23 de abril de 2015 e republicado em novembro de 2015. A Promotoria afirma que houve favorecimento ao consórcio liderado pela FM Rodrigues, declarado vencedor em 8 de janeiro de 2018, apesar de o consórcio Walks ter apresentado uma proposta R$ 5.644.108,00 mais barata por mês.

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