Número de mulheres habilitadas para dirigir caminhões cresce seis vezes mais que o de home O número de mulheres habilitadas para dirigir caminhões e carretas no estado de São Paulo cresceu, em média, seis vezes mais do que o de homens entre dezembro de 2021 e dezembro de 2025. Segundo especialistas em recursos humanos, o avanço é reflexo da falta de mão de obra masculina e da abertura do mercado de trabalho para a diversidade. Os dados mostram que, no período, o número de mulheres habilitadas para conduzir caminhões e carretas aumentou 39%, enquanto entre os homens o crescimento foi de 6%.
No transporte coletivo, o cenário também mudou. Hoje, quase 100 mil mulheres são habilitadas para dirigir ônibus no estado de São Paulo, enquanto quase 10 mil possuem habilitação para conduzir caminhões. A mudança já é percebida por quem trabalha há décadas no setor.
O cobrador Abenilson Jorge Jesus, com mais de 30 anos de profissão, afirma que quando começou a trabalhar não havia mulheres ao volante. Noemy Santos, caminhoneira há 15 anos Fernando Grolla "Eu acho muito importante trabalhar com a mulher. É uma forma de a mulher se destacar dirigindo", disse.
Para a passageira Elisângela Campos, que tirou a habilitação para carro há cerca de um ano, dirigir representa independência. "Quando você pega no volante, você se sente independente. "Ser mulher motorista de ônibus é um desafio grande.
Os homens aceitam e não aceitam", contou. Ela relata que ainda ouve comentários como "tinha que ser mulher" e "vai pilotar fogão", mas diz receber muitos elogios dos passageiros. Em entrevista ao SP1, Marta diz que as mulheres têm o direito de fazer o que quiserem.
"O lugar da mulher é onde ela quiser e fazendo o que quer. Inclusive no ônibus." Caminhoneira diz que encontrou na estrada seu lugar Há 15 anos dirigindo caminhão, Noemy Santos decidiu ingressar na profissão depois de criar os filhos. Ela praticamente mora no próprio caminhão durante as viagens e afirma que passa até 60 dias seguidos na estrada.
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