Jovem recorre à Justiça para retirar nome da mãe da certidão após relatar abuso A mãe de Heloísa Rodrigues, de 28 anos, jovem que recorre à Justiça para retirar o nome materno da certidão de nascimento após relatar anos de abusos, ainda não foi localizada para prestar depoimento depois de a filha registrar uma denúncia na delegacia por violência doméstica, estupro de vulnerável e perseguição em março de 2025, em São Paulo. O g1 mostrou o caso da biomédica e estudante de Ciências Econômicas na última terça-feira (21). A jovem tenta na Justiça desde 2024 que o nome da mãe seja retirado de sua certidão de nascimento.
Heloísa relata ter sido vítima de anos de abusos praticados pela genitora durante a infância, e por isso quer a desfiliação (veja mais abaixo). De acordo com o boletim de ocorrência, Heloísa foi até o 46º Distrito Policial no dia 26 de março de 2025 para relatar novos fatos sobre crimes cometidos por sua mãe na época em que moravam juntas. Alegou que a mãe, Patricia Alves Duque, a agredia fisicamente com vassouras e cacos de vidro, além de obrigá-la a manter relações sexuais com diferentes homens em troca de dinheiro, incluindo o chefe da própria mãe na época.
Heloísa relatou que os abusos ocorreram semanalmente por muitos anos. No dia seguinte, a jovem foi até uma delegacia especializada, onde relatou também que estava sofrendo perseguição por parte da mãe. Após o registro na delegacia, a Justiça concedeu medida protetiva para Heloísa.
Determinou que Patrícia mantivesse distância mínima de 200 metros dela, e a proibiu também de frequentar o local de trabalho, estudo ou igreja da vítima, além de estabelecer qualquer forma de contato, como telefonema, mensagens, redes sociais. Um inquérito foi aberto na Polícia Civil para investigar a denúncia, mas a mãe não foi encontrada para prestar depoimento. A primeira tentativa ocorreu em 2 de abril de 2025, quando um oficial de justiça foi ao endereço fornecido e foi informado pela avó da vítima que Patricia havia se mudado para um local desconhecido.
O processo, então, enfrentou meses de espera. Em 21 de julho de 2025, quase quatro meses após a denúncia, a Justiça constatou formalmente que Patricia ainda não havia sido avisada das ordens judiciais e determinou que o Ministério Público utilizasse sistemas de inteligência, como o "Pandora" e o "CAEX", para varrer bancos de dados em busca de novos endereços.
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